Série técnica PRP — Episódio 01

SCIR: estrutura e autocertificação

O episódio 01 da Série técnica PRP explica as quatro classes SCIR, o envelope binário, as suites de referência, a verificação do identificador e um exemplo de ALIAS.

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Transcrição, descrição visual, créditos e downloads

A narração e as legendas inglesas incorporadas permanecem no vídeo; as faixas opcionais de texto não as ocultam.

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Transcrição e descrição visual

Introdução

Narração: SCIR significa Self-Certifying Identifier Reference. Ele identifica um objeto e permite verificar o vínculo entre seu identificador e o material certificante apresentado.

Descrição visual: A abertura apresenta SCIR, seu nome completo e o tema. Um diagrama escuro apresenta objeto, referência tipada e autocertificação.

Quatro classes

Narração: O mesmo envelope distingue quatro classes. IDENTITY referencia uma identidade vinculada a uma chave pública. ALIAS referencia um texto canônico que funciona como ponto de encontro para descoberta por interesses. Diferentes interesses podem ter seus próprios aliases, um participante pode se associar a vários e uma consulta pode encontrar múltiplos candidatos. MULTICAST referencia uma transmissão lógica. GROUPCAST referencia um grupo. Para multicast e groupcast, o identificador deriva de material imutável de gênese.

Descrição visual: Quatro linhas aparecem em sequência: 00 IDENTITY — chave pública canônica; 01 ALIAS — texto canônico de interesse; 02 MULTICAST e 03 GROUPCAST — gênese imutável.

Envelope binário

Narração: O primeiro byte contém a classe nos dois bits inferiores. Os seis bits restantes devem ser zero. Os dois bytes seguintes identificam a suite de referência, com o byte mais significativo primeiro. Depois vem o identificador, cujo comprimento é definido pela suite. O SCIR completo contém três bytes de cabeçalho mais o comprimento do identificador definido pela suite. As suites atuais usam identificadores de 32 ou 48 bytes, produzindo referências de 35 ou 51 bytes. Novas suites podem definir outros comprimentos de identificador.

Descrição visual: Três campos mostram um cabeçalho de um byte no offset 0, uma suite de dois bytes nos offsets 1–2 e um identificador de L bytes a partir do offset 3. O total é 3 + L; exemplos atuais mostram 35 e 51 bytes.

Suites de referência

Narração: A tabela compara as cinco suites de referência atuais. Elas usam Ed25519, ML-DSA ou uma combinação de ambos, com o hash e o comprimento do identificador indicados em cada linha. Os tamanhos de chave pública se aplicam a IDENTITY; o hash e o comprimento do identificador se aplicam às quatro classes.

Descrição visual: A tabela completa de cinco linhas mostra suite, material de chave IDENTITY, hash, bytes do identificador e do SCIR. 0001: Ed25519, BLAKE3-256, 32/35; 0002: Ed25519, SHA-256, 32/35; 0003: ML-DSA-65, SHA-256, 32/35; 0004: ML-DSA-87, SHA-384, 48/51; 0005: Ed25519 mais ML-DSA-87, BLAKE3-256, 32/35.

Autocertificação

Narração: Autocertificação significa que podemos recalcular o identificador a partir do material certificante apresentado e comparar o resultado com a referência esperada. Para IDENTITY, primeiro validamos a codificação canônica da chave pública. O Strong ID resulta do hash de um domínio fixo, da suite e dessa chave.

Descrição visual: Três painéis mostram a chave pública canônica, HASH_S(domain || suite:u16be || canonical_public_key) e a recomputação seguida de comparação. O domínio é ASCII("PRP-STRONG-ID-v4").

Exemplo de ALIAS

Narração: Um ALIAS permite procurar participantes associados a um interesse, em vez de selecionar uma identidade individual antecipadamente. A relação pode ser muitos para muitos: vários participantes compartilham um interesse e cada participante pode ter múltiplos interesses. A aplicação define o significado desses interesses; o PRP trata o texto canônico usado para formar cada referência. Para um ALIAS, o material certificante é texto canônico. Primeiro aplicamos normalização Unicode NFC e codificação UTF-8. O comprimento conta bytes, não letras. Maiúsculas, pontuação e espaços continuam significativos. Aqui usamos um vetor da especificação e a suite com SHA-256. O hash recebe um domínio próprio, a classe, a suite, o comprimento e o texto canônico. Repetir o cálculo produz exatamente a mesma referência. Isso comprova o vínculo com aquele texto.

Descrição visual: Três interesses se conectam a múltiplos participantes. O diagrama seguinte usa rideshare:airport:gru, NFC, UTF-8 e comprimento de 21 bytes. SHA-256 recebe domínio próprio, classe, suite, tamanho do texto e texto. O SCIR resultante de 35 bytes aparece em hexadecimal e coincide com o vetor da especificação.

Encerramento

Narração: Um SCIR contém uma classe, uma suite de referência e um identificador definido pela suite. A autocertificação verifica o vínculo com o material certificante apresentado. PRP.

Descrição visual: O resumo mostra classe, suite e identificador, seguido de recomputação e comparação. O cartão final traz o logotipo PRP sobre fundo claro, título do episódio e prp-protocol.org. A assinatura falada é PRP.